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<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Caos.

Contato: sujeirawebzine@gmail.com</description><title>SujeirArt</title><generator>Tumblr (3.0; @sujeirawebzine)</generator><link>http://sujeirawebzine.tumblr.com/</link><item><title>SUJEIRA Mostra: O Nirvana que o mundo não viu.</title><description>&lt;p&gt;                       &lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_lus4cxhjNW1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;                                                            &lt;em&gt;Texto por: Flávio Barbosa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;    No ano em que o álbum Nevermind completa 20 anos de existência, muito se fala sobre a banda grunge de Seattle. Curiosamente, pouco antes do Nirvana norte americano, existiu na Suécia uma outra banda com o mesmo nome. Formado em 1988, inicialmente sob o nome Prophet 2002. O trio escandinavo que contava com Orvar Säfström (ex Entombed), então decide mudar o nome para Nirvana, mas pouco após esta mudança, ouviram falar de uma banda homônima, formada nos Estados Unidos, que acabara de lançar seu primeiro registro pela Sub Pop records, para evitar confusões o nome é trocado, dessa vez de forma definitiva e nasce o Nirvana 2002.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_lus3w4NBnq1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Nirvana 2002&amp;#160;em 1990)&lt;!-- more --&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;    Em 1990&amp;#160;o Nirvana 2002 gravou a música &amp;#8220;Mourning&amp;#8221;, com o mesmo equipamento usado pelo Entombed para gravação do &amp;#8220;Left Hand Path&amp;#8221; no mítico Sunlight Studios, conhecido por ter gravado a maior parte da primeira geração de Death Metal suéco. Posteriormente essa música foi usada na coletânea &amp;#8220;Projections of a Stained Mind&amp;#8221;. Infelizmente o Nirvana suéco teve uma vida curtíssima, dando fim a suas atividades em 1992 e não chegou a sequer gravar um full length, apesar de ter recebido propostas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Após de mais de uma década em hiato, em 2007&amp;#160;o Nirvana 2002 se reune para seu primeiro show, na festa de lançamento do livro &amp;#8220;Swedish Death Metal&amp;#8221; escrito por Daniel Ekeroth, porém o baterista original Erik Qvick não pode comparecer ao show e quem assumiu essa responsabilidade foi ninguém menos Robert Eriksson, baterista do The Hellacopters.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Dois anos depois foi assinado um contrato com a Relapse Records, para uma compilação com quase todos os registros do Nirvana 2002, lançada em 11 de novembro de 2009. No ano seguinte a banda foi convidada à tocar no Maryland Deathfest VIII para fazer um show em comemoração ao lançamento do disco, neste primeiro show fora da Suécia além do line-up original também foi somado ao elenco o músico Erik Wallin, da banda Merciless.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;iframe frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7gZQW5Wzd7A" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Nirvana 2002 ao vivo no Maryland Deathfest VIII)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12906781563</link><guid>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12906781563</guid><pubDate>Wed, 16 Nov 2011 21:51:00 -0400</pubDate><category>nirvana 2002</category><category>swedish death metal</category><category>relapse records</category><category>nevermind 20 anos</category></item><item><title>Entrevista: Fernando Sanches</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_luptj6LDz41r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Fernando Sanches produzindo o disco da banda paulista FUTURO) Foto por: Daigo Oliva&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Entrevista Por: Iran Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  Fernando Sanches além de ter feito parte de várias bandas que marcaram fases no hardcore nacional, o cara tem uma grande herança musical, passada de pai pra filho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pra quem não sabe o cara é engenheiro musical de um dos estúdios de gravação mais respeitados do underground aqui do Brasil. El Rocha, esse nome é familiar pra você? Se não for pegue o encarte dos discos de rock nacional (independente) dos anos 90 pra frente e com certeza vai ver que dentre as melhores gravações está assinado o nome deles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com muito carisma e humildade o cara respondeu algumas curiosidades a respeito da sua vida como produtor e de suas empreitadas como músico durante todos esses anos.&lt;/p&gt;
&lt;!-- more --&gt;

&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;: Você como muitos músicos e produtores vieram do underground e tal, no seu caso veio da cena hardcore, pra você o hardcore é um caminho sem volta, por mais que se envolva em outros projetos, vai se ver nisso pra sempre?  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Fernando&lt;/strong&gt;: Pra quem realmente acredita no punk/hc, eu acho que sim. Nos últimos anos muita gente passou pelo hardcore de maneira fugaz, para seguir um modismo&amp;#8230; e geralmente esse tipo de pessoa não dura muito nele.Por mais que esteja envolvido em outras atividades ou estilos musicais, geralmente é fácil saber quem veio do meio, existe uma atitude diferente, menos frescura e uma vontade a mais de fazer as coisas acontecerem por conta própria. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;: A gente sabe que você tocou por alguns anos no CPM22, você sentia falta de alguma coisa mesmo com toda aquela estrutura, ou era algo normal pra você?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;strong&gt; Fernando&lt;/strong&gt;: Tinha o lado bom de ter sempre um som legal, bons profissionais trabalhando junto&amp;#8230; mas eu sempre tive problema em delegar funções para os outros fazerem. Não era por falta de confiança, mas sim por costume e por me sentir mais à vontade cuidando das minhas coisas.Como trabalho 7 dias por semana, também nunca tive o habito de dormir à tarde, então eu acabava andando mais com o pessoal da técnica (que é quem chega antes e vai embora por último) do que com a própria banda. As equipes das outras bandas não entendiam nada&amp;#8230;  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;: Existe algum combústivel que mantém você empolgado sempre pra continuar os projetos, qual a motivação de tocar todos esses anos, trabalhar com música e etc&amp;#8230;? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Fernando&lt;/strong&gt;: Eu amo o que eu faço&amp;#8230; escuto, penso e faço musica 24 horas por dia&amp;#8230; acho que esse é o maior combustível. Depois de velho é difícil se imaginar fazendo outra coisa que não aquela que você dedicou mais da metade da sua vida. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;: Lendo pela internet, conhecendo um pouco da história da sua família, percebe-se que você é o irmão que mais manteve as raízes do rock em seus trabalhos pessoais, nunca rolou vontade de se aventurar em outras áreas da música (atuando como músico)?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;strong&gt; Fernando&lt;/strong&gt;: Acho que nunca tive talento suficiente também&amp;#8230;hehheehe mas me sinto bem assim. Se eu conseguir fazer um bom rock, pra mim já é suficiente. Fora que eu sou o que mais escuta rock da minha família&amp;#8230; acho que é da minha natureza mesmo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;strong&gt; Sujeira&lt;/strong&gt;: Falando um pouco do seu trabalho como produtor, queria que você citasse alguns pontos essenciais pra ser um bom profissional nessa área, claro que no seu ponto de vista. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;strong&gt;  Fernando&lt;/strong&gt;: Acho que gostar muito daquilo que você faz é a primeira regra. Ninguém aguenta trabalhar na mesma coisa 15 horas por dia por muito tempo sem amar de verdade aquilo que esta fazendo. Estar sempre buscando aprender mais é essencial. E não levar o ego pro trabalho ajuda muito.Costumo conversar muito com quem eu estou trabalhando, pois na verdade o disco é dessa pessoa/banda, não meu. Nunca tive interesse de criar um artista, ou transforma-lo ao meu gosto. Acho que é por isso prefiro trabalhar com bandas do que com cantores.Se solicitado, posso dar palpites em arranjos, estrutura da música&amp;#8230;mas esse lance da pessoa chegar com uma demo, e ai criar toda uma estética, arranjos, cara do artista, escolher o estilo e linguagem musical não é minha parada. Conheço gente que faz isso, e faz muito bem, mas não é a minha. Prefiro trabalhar para fazer a banda soar como ela realmente é, da melhor maneira e o melhor som possível. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;: Você saiu do CPM 22 recentemente, mas continua tocando com O Inimigo que vai lançar disco novo em breve. O Underground é mais a sua cara? Por quê? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;strong&gt; Fernando&lt;/strong&gt;: Acho que sim&amp;#8230; como disse anteriormente, tenho uma certa dificuldade em ficar delegando coisas para os outros fazerem. Prefiro cuidar das delas por conta própria&amp;#8230; e esse espírito funciona mais no underground, onde da pra eu (no caso, a banda) ter mais controle do processo. As relações são mais pessoais, menos contratuais. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_lupvyhL81n1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Fernando tocando em sua atual banda O Inimigo) Foto por: Breno Carollo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;: Se puder, cita ai os discos de Punk que fizeram sua cabeça, e na sequência, cite alguns discos inusitados, que um muleque que curte O Inimigo nunca vai imaginar que você escuta. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;strong&gt; Fernando&lt;/strong&gt;: Os discos punk que mudaram a minha vida foram principalmente:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   DESCENDENTS &amp;#8220;ALL&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   BLACK FLAG &amp;#8220;SLIP IT IN&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   RATOS DE PORÃO &amp;#8220;BRASIL&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   MINUTEMEN &amp;#8220;DOUBLE NICKELS ON THE DIME&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   ALL &amp;#8220;ALLROY SAVES&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   MINOR THREAT &amp;#8220;OUT OF STEP&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   THE CLASH &amp;#8220;LONDON CALLING&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   FUGAZI &amp;#8220;RED MEDICINE&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   D.R.I. &amp;#8220;DEALING WITH IT&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   NOMEANSNO &amp;#8220;WRONG&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   BAD RELIGION &amp;#8220;AGAINST THE GRAIN&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Alguns &amp;#8220;inusitados&amp;#8221;:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   IRON MAIDEN &amp;#8220;PIECE OF MIND&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   MUTANTES &amp;#8220;JARDIM ELETRICO&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   OS ORIGINAIS DO SAMBA &amp;#8220;O ANIVERSÁRIO DO TARZAN&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   OTIS REDDING &amp;#8220;THE GREAT OTIS REDDING SING SOUL BALLADS&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   CARTOLA &amp;#8220;CARTOLA&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   JACKSON 5 &amp;#8220;ABC&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   BOB MARLEY &amp;#8220;CATCH A FIRE&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   PINK FLOYD &amp;#8220;MORE&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   BEACH BOYS &amp;#8220;PET SOUNDS&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   BEATLES &amp;#8220;REVOLVER&amp;#8221;  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Sujeira&lt;/strong&gt;: Uma curiosidade, tem saudades do Againe? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;strong&gt; Fernando&lt;/strong&gt;: Claro&amp;#8230; foi uma época muito divertida e onde eu aprendi muita coisa sobre como funciona uma banda de rock&amp;#8230; como fazer, como não fazer&amp;#8230; esse tipo de coisa. Como somos grandes amigos até hoje, quem sabe um dia a gente faz algum show&amp;#8230; só de brinks.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_lupu7mIreT1r2kmmd.jpg"/&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Fernando Sanches tocando com a banda Againe)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;: Como de praxe, deixo aqui esse espaço pra você mandar um salve pra galera que está lendo essa entrevista e falar o que tem vontade também.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;strong&gt; Fernando&lt;/strong&gt;: Valeu quem se interessou pelo assunto, valeu Soldado Xavero das Guitarras pelo espaço!!! Quem tiver alguma dúvida ou interesse no meu trabalho pode escrever para fernando@elrocha.com.br ou fernandosanchestakara@gmail.com.O site do estúdio está bem desatualizado mas é &lt;a href="http://www.elrocha.com.br"&gt;www.elrocha.com.br&lt;/a&gt; e do inimigo é &lt;a href="http://www.oinimigo.net"&gt;www.oinimigo.net&lt;/a&gt;.  Abraço e se cuidem.&lt;/p&gt;</description><link>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12844928038</link><guid>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12844928038</guid><pubDate>Tue, 15 Nov 2011 15:46:00 -0400</pubDate><category>Fernando Sanches</category><category>O Inimigo</category><category>El Rocha</category><category>CPM 22</category></item><item><title>Ratos de Porão "Com o foda-se ligado desde 1981"</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_luolyhlnGe1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Foto por: Mateus Mondini/UOLTexto: IRAN COSTA&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Onze do 11 de 2011, data cabalistica como diria o João Gordo. Pode se dizer que na última sexta-feira aconteceu um marco no underground nacional. A comemoração dos 30 anos ininterruptos da banda que revolucionou a música pesada no Brasil, mostrando que era possível a união do metal e o punk. Ratos de Porão pode-se dizer que foram os caras que criaram o famoso “hardcore brasileiro”.   &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;DER&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem deu início a festa foi o expoente do grindcore nacional DER. É uma banda acima da média com certeza, uma fúria e energia descomunal que é algo difícil de encontrar no estilo. Com uma precisão fora de comum eles fizeram um set impecável, rápido e direto. O lugar ainda estava vazio e o som não colaborava muito com a banda. O público estava um pouco tímido, porém isso não comprometeu a apresentação dos paulistas. Quem estava presente e não conhecia a banda com certeza ficou chocado com a brutalidade dos músicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conquest For Death&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na sequência entram os gringos do Conquest For Death (USA). O nome da banda podia ser “Energia”, pois essa palavra define bem o que são esses caras no palco. Um thrashcore da mais fina qualidade somado a um carisma bonito de se ver. Tocavam com um semblante feliz no rosto deixavam bem claro o quão importante e prazeroso estava sendo aquele momento. O entusiasmo dos músicos contagiou o público deixando o lugar bem abafado com a agitação da molecada. O vocalista Devon de 42 anos pulava como uma criança, emendando um som no outro fizeram jus ao que chamam de “Fastcore”. O som coeso, pesado e rápido dos americanos fez o hangar 110 balançar e ir a delírio antes dos reis da noite entrarem no palco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;RATOS DE PORÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O show começou quase 23h com a casa cheia.  Enquanto do lado de fora havia uma fila que chegava até a AV. Tiradentes, com uma multidão de jovens desolados sem ingresso. Com as cortinas  fechadas ainda, se escuta a voz do guitarrista Jão no microfone “Vamos começar porque tem muito moleque que depende do metrô!!” e assim começa festa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No palco entrou a formação original do RDP, Jão (Guitarra e Vocal), Jaba (Baixo) e Betinho (Bateria). Tocaram dois clássicos: “Por Que”, do LP &amp;#8220;SUB&amp;#8221; (Disco clássico do Punk Rock Nacional, 1983) e “Corrupção”, do disco &amp;#8220;Periferia&amp;#8221; (Coletânea rara de Punk, 1982) que já deixaram a casa de shows Hangar pingando suor do teto com a empolgação do público.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mingau (guitarra) é convidado a subir no palco, Jão fica apenas no vocal e fecham a formação clássica da banda responsável pela fase mais punk do RDP nos anos 80, Jaba (Baixo) e Betinho (Bateria). Tocaram “Novo Vietnã” (Periferia, 1982) e mandaram uma sequência de sons do “SUB”. Essa formação também prestou um tributo ao Redson (vocalista da banda Punk &amp;#8220;Cólera&amp;#8221; que faleceu recentemente).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_luoldbASji1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Créditos: Mateus Mondini/UOL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Betinho sai da bateria e Jão assume as baquetas. Formação épica do Ratos de Porão que gravou o LP “Crucificados Pelo Sistema” (1984). Gordo assume o vocal e já começam com “Morrer”. Nessa hora, era impossível ficar na beira do palco sem ser pisoteado ou esmagado pela molecada que fazia fila para dar stage dive e cantar as músicas bem perto da banda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_luol7r7Duz1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Créditos: Mateus Mondini/UOL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então, chegou à vez dos headbangers. A fase do RDP que mais rendeu frutos à banda, turnês internacionais, gravações no exterior, mas também foi a que mais fortaleceu essa alcunha de “Traidores do Movimento”. Jão (guitarra), Jaba (baixo), Gordo (vocal) e Spaguetti (bateria) abriram com “No Junk”, do LP “Descanse em Paz” (1986). Os entusiastas do crossover ficaram fora de si ao ver o RDP com a formação clássica, o primeiro grupo a tocar essa mistura em território nacional. Fizeram um cover de “Commando” dos Ramones, que deu uma acalmada na galera e fecharam o set com “Escravo da Tv”, do controverso LP “Anarkophobia (1990).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Começa a fase do disco “Just Another Crime&amp;#8230;” (1993), com Walter (baixo), Gordo (vocal), Jão (guitarra) e Boka (bateria). Abrem com “Breaking All The Rules” cover de Peter Frampton. Os jovens que assistiam ao show pareciam não se familiarizar muito com essa fase do RDP, o que resultou na parte mais fria do evento, mas não deixou de ser bem executada e bem  divertida com piadas feitas pelo João no intervalo de todas as músicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A fase com o baixista Pica Pau, que não pode comparecer ao show, foi deixada de lado. O músico mandou uma mensagem de celular para os integrantes avisando que não poderia participar do show. O fato deixou Jão bem irritado chamando baixista de “playboy” e outras coisas mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fralda é convidado à subir no palco e assumir o baixo, assim começa uma das fases mais sujas da banda. O público volta a agitar com força total. Abrem com “Atitude Zero”, de “Carniceria Tropical” (1997), e dedicam o som para o ausente Pica pau. Na sequência já brutalizam com ”Guerra Cívil Canibal” (2000). Tocam a versão de “Pobreza” do  disco “Sistemados Pela Crucifa” (2001), o que tornou o ambiente do show intrasitável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chega então a última parte do show onde toca a formação atual da banda. Juninho (baixo), Boka (bateria), Jão (guitarra) e Gordo (Vocal). O set começa com “Pedofilia Santa”, do disco “Homem Inimigo do Homem” (2006). O baixista Juninho já voava com os seus pulos, uma roda gigante se formava no público e era impressionante o calor que fazia no espaço, mas isso não abalava nem um pouco as pessoas ali presentes. Tocaram uma sequência de clássicos, como “Aids Pop Repressão”, “Descanse em Paz” e “Crucificados Pelo Sistema” levando o público ao êxtase. Foi um dos blocos mais agitados da noite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_luolsvTjpQ1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Créditos: Mateus Mondini/UOL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para fechar o espetáculo de forma apoteótica, Jão puxa o riff de “Periferia” &amp;#8220;Crucificados Pelo Sistema&amp;#8221;(1983) e convida todos os ex-integrantes para subir no palco e cantar junto o refrão “Tudo acontece, na periferia, brigas mortes, na periferia&amp;#8230;”. As luzes do hangar já acesas mostrava a alegria do público ao ver em cima do palco esse marco do Punk nacional, transformando a música em um hino. Com abraços e agradecimentos entre os músicos, o Ratos De Porão escreve mais uma página na sua história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_luolo9ZFuf1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Créditos: Mateus Mondini/UOL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Set list do show:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Por Quê?&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Corrupção&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Novo Vietnã&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Vida Ruim&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Não Podemos Falar&amp;#8221;(Tributo Redson)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Morrer&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Asas da Vingança&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Juventude Perdida&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;No Junk&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Tattoo Maniax&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Morte e Desespero&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Terra do Carnaval&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;SOS País Falido&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Escravo da TV&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Breakind All The Rules&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Quando Ci Vuelo&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Atitude Zero&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Engrenagem&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Necrochorume&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Pedofilia Santa&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Expresso da Escravidão&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Paradoxo da Soberba&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Crucificados&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Descanse&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;HIDH&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Aids, Pop e Repressão&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Beber até Morrer&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Crise é Geral&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Herença&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Periferia&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nota: Infelizmente não conseguimos fotografias do D.E.R e Conquest For Death.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Para comentar é só clicar no post)&lt;/p&gt;</description><link>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12819829370</link><guid>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12819829370</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2011 23:08:00 -0400</pubDate><category>Ratos de Porão</category><category>30 Anos</category><category>João Gordo</category><category>Jão</category><category>Juninho</category><category>Boka</category><category>Peculio</category><category>Punk</category><category>Crossover</category><category>Hangar 110</category><category>Hardcore</category></item><item><title>É só o começo...</title><description>&lt;p&gt;Música, fazer acontecer, muitos usam o underground como trampolim para o mainstream. Uma busca incansável pela globalização cultural. A  idéia do &amp;#8220;Sujeira&amp;#8221; é ir na contra mão desse senso comum. O “Sujeira” é um web zine feito por dois amigos que mesclam suas ideias, reflexões sobre arte, música, política e etc. Tentando transformar isso em uma forma de entretenimento gratuito para as pessoas sedentas por conteúdo de qualidade, fora da grande mídia, colocando luz no que tem de mais obscuro em nossa volta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_luojar75wV1r2kmmd.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Queremos mostrar que existe gente produzindo material de qualidade, expondo ideias dentro e fora da nossa cena. Trazendo a tona toda a fúria de novos e antigos nomes do underground nacional e até mesmo internacional. Esse espaço vai ser usado pra divulgar esses assuntos através de matérias, resenhas, notas, vídeos e etc.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Informações e novidades transmitidas e produzidas por pessoas que vivênciam esse submundo. Sem enfiar conteúdo enlatado goela a baixo, valorizando o reconhecimento gratuíto, sempre. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Iran Costa/Flávio Barbosa. &lt;/p&gt;</description><link>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12816860111</link><guid>http://sujeirawebzine.tumblr.com/post/12816860111</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2011 22:11:00 -0400</pubDate></item></channel></rss>
