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SUJEIRA Mostra: O Nirvana que o mundo não viu.

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                                                            Texto por: Flávio Barbosa

    No ano em que o álbum Nevermind completa 20 anos de existência, muito se fala sobre a banda grunge de Seattle. Curiosamente, pouco antes do Nirvana norte americano, existiu na Suécia uma outra banda com o mesmo nome. Formado em 1988, inicialmente sob o nome Prophet 2002. O trio escandinavo que contava com Orvar Säfström (ex Entombed), então decide mudar o nome para Nirvana, mas pouco após esta mudança, ouviram falar de uma banda homônima, formada nos Estados Unidos, que acabara de lançar seu primeiro registro pela Sub Pop records, para evitar confusões o nome é trocado, dessa vez de forma definitiva e nasce o Nirvana 2002.

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(Nirvana 2002 em 1990)

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Entrevista: Fernando Sanches

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(Fernando Sanches produzindo o disco da banda paulista FUTURO) Foto por: Daigo Oliva

Entrevista Por: Iran Costa

  Fernando Sanches além de ter feito parte de várias bandas que marcaram fases no hardcore nacional, o cara tem uma grande herança musical, passada de pai pra filho.

Pra quem não sabe o cara é engenheiro musical de um dos estúdios de gravação mais respeitados do underground aqui do Brasil. El Rocha, esse nome é familiar pra você? Se não for pegue o encarte dos discos de rock nacional (independente) dos anos 90 pra frente e com certeza vai ver que dentre as melhores gravações está assinado o nome deles.

Com muito carisma e humildade o cara respondeu algumas curiosidades a respeito da sua vida como produtor e de suas empreitadas como músico durante todos esses anos.

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Ratos de Porão “Com o foda-se ligado desde 1981”

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Foto por: Mateus Mondini/UOLTexto: IRAN COSTA

Onze do 11 de 2011, data cabalistica como diria o João Gordo. Pode se dizer que na última sexta-feira aconteceu um marco no underground nacional. A comemoração dos 30 anos ininterruptos da banda que revolucionou a música pesada no Brasil, mostrando que era possível a união do metal e o punk. Ratos de Porão pode-se dizer que foram os caras que criaram o famoso “hardcore brasileiro”.  

DER

Quem deu início a festa foi o expoente do grindcore nacional DER. É uma banda acima da média com certeza, uma fúria e energia descomunal que é algo difícil de encontrar no estilo. Com uma precisão fora de comum eles fizeram um set impecável, rápido e direto. O lugar ainda estava vazio e o som não colaborava muito com a banda. O público estava um pouco tímido, porém isso não comprometeu a apresentação dos paulistas. Quem estava presente e não conhecia a banda com certeza ficou chocado com a brutalidade dos músicos.

Conquest For Death

Na sequência entram os gringos do Conquest For Death (USA). O nome da banda podia ser “Energia”, pois essa palavra define bem o que são esses caras no palco. Um thrashcore da mais fina qualidade somado a um carisma bonito de se ver. Tocavam com um semblante feliz no rosto deixavam bem claro o quão importante e prazeroso estava sendo aquele momento. O entusiasmo dos músicos contagiou o público deixando o lugar bem abafado com a agitação da molecada. O vocalista Devon de 42 anos pulava como uma criança, emendando um som no outro fizeram jus ao que chamam de “Fastcore”. O som coeso, pesado e rápido dos americanos fez o hangar 110 balançar e ir a delírio antes dos reis da noite entrarem no palco.

RATOS DE PORÃO

O show começou quase 23h com a casa cheia.  Enquanto do lado de fora havia uma fila que chegava até a AV. Tiradentes, com uma multidão de jovens desolados sem ingresso. Com as cortinas  fechadas ainda, se escuta a voz do guitarrista Jão no microfone “Vamos começar porque tem muito moleque que depende do metrô!!” e assim começa festa.

No palco entrou a formação original do RDP, Jão (Guitarra e Vocal), Jaba (Baixo) e Betinho (Bateria). Tocaram dois clássicos: “Por Que”, do LP “SUB” (Disco clássico do Punk Rock Nacional, 1983) e “Corrupção”, do disco “Periferia” (Coletânea rara de Punk, 1982) que já deixaram a casa de shows Hangar pingando suor do teto com a empolgação do público.

Mingau (guitarra) é convidado a subir no palco, Jão fica apenas no vocal e fecham a formação clássica da banda responsável pela fase mais punk do RDP nos anos 80, Jaba (Baixo) e Betinho (Bateria). Tocaram “Novo Vietnã” (Periferia, 1982) e mandaram uma sequência de sons do “SUB”. Essa formação também prestou um tributo ao Redson (vocalista da banda Punk “Cólera” que faleceu recentemente).

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Créditos: Mateus Mondini/UOL

Betinho sai da bateria e Jão assume as baquetas. Formação épica do Ratos de Porão que gravou o LP “Crucificados Pelo Sistema” (1984). Gordo assume o vocal e já começam com “Morrer”. Nessa hora, era impossível ficar na beira do palco sem ser pisoteado ou esmagado pela molecada que fazia fila para dar stage dive e cantar as músicas bem perto da banda.

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Créditos: Mateus Mondini/UOL

Então, chegou à vez dos headbangers. A fase do RDP que mais rendeu frutos à banda, turnês internacionais, gravações no exterior, mas também foi a que mais fortaleceu essa alcunha de “Traidores do Movimento”. Jão (guitarra), Jaba (baixo), Gordo (vocal) e Spaguetti (bateria) abriram com “No Junk”, do LP “Descanse em Paz” (1986). Os entusiastas do crossover ficaram fora de si ao ver o RDP com a formação clássica, o primeiro grupo a tocar essa mistura em território nacional. Fizeram um cover de “Commando” dos Ramones, que deu uma acalmada na galera e fecharam o set com “Escravo da Tv”, do controverso LP “Anarkophobia (1990).

Começa a fase do disco “Just Another Crime…” (1993), com Walter (baixo), Gordo (vocal), Jão (guitarra) e Boka (bateria). Abrem com “Breaking All The Rules” cover de Peter Frampton. Os jovens que assistiam ao show pareciam não se familiarizar muito com essa fase do RDP, o que resultou na parte mais fria do evento, mas não deixou de ser bem executada e bem  divertida com piadas feitas pelo João no intervalo de todas as músicas.

A fase com o baixista Pica Pau, que não pode comparecer ao show, foi deixada de lado. O músico mandou uma mensagem de celular para os integrantes avisando que não poderia participar do show. O fato deixou Jão bem irritado chamando baixista de “playboy” e outras coisas mais.

Fralda é convidado à subir no palco e assumir o baixo, assim começa uma das fases mais sujas da banda. O público volta a agitar com força total. Abrem com “Atitude Zero”, de “Carniceria Tropical” (1997), e dedicam o som para o ausente Pica pau. Na sequência já brutalizam com ”Guerra Cívil Canibal” (2000). Tocam a versão de “Pobreza” do  disco “Sistemados Pela Crucifa” (2001), o que tornou o ambiente do show intrasitável.

Chega então a última parte do show onde toca a formação atual da banda. Juninho (baixo), Boka (bateria), Jão (guitarra) e Gordo (Vocal). O set começa com “Pedofilia Santa”, do disco “Homem Inimigo do Homem” (2006). O baixista Juninho já voava com os seus pulos, uma roda gigante se formava no público e era impressionante o calor que fazia no espaço, mas isso não abalava nem um pouco as pessoas ali presentes. Tocaram uma sequência de clássicos, como “Aids Pop Repressão”, “Descanse em Paz” e “Crucificados Pelo Sistema” levando o público ao êxtase. Foi um dos blocos mais agitados da noite.

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Créditos: Mateus Mondini/UOL

Para fechar o espetáculo de forma apoteótica, Jão puxa o riff de “Periferia” “Crucificados Pelo Sistema”(1983) e convida todos os ex-integrantes para subir no palco e cantar junto o refrão “Tudo acontece, na periferia, brigas mortes, na periferia…”. As luzes do hangar já acesas mostrava a alegria do público ao ver em cima do palco esse marco do Punk nacional, transformando a música em um hino. Com abraços e agradecimentos entre os músicos, o Ratos De Porão escreve mais uma página na sua história.

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Créditos: Mateus Mondini/UOL

Set list do show:

“Por Quê?”

“Corrupção”

“Novo Vietnã”

“Vida Ruim”

“Não Podemos Falar”(Tributo Redson)

“Morrer”

“Asas da Vingança”

“Juventude Perdida”

“No Junk”

“Tattoo Maniax”

“Morte e Desespero”

“Terra do Carnaval”

“SOS País Falido”

“Escravo da TV”

“Breakind All The Rules”

“Quando Ci Vuelo”

“Atitude Zero”

“Engrenagem”

“Necrochorume”

“Pedofilia Santa”

“Expresso da Escravidão”

“Paradoxo da Soberba”

“Crucificados”

“Descanse”

“HIDH”

“Aids, Pop e Repressão”

“Beber até Morrer”

“Crise é Geral”

“Herença”

“Periferia”

Nota: Infelizmente não conseguimos fotografias do D.E.R e Conquest For Death.

(Para comentar é só clicar no post)




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